Sentimo-nos mais altruístas em relação a quem tem as mesmas características que nós porque, no passado, nossos ancestrais assumiam que pessoas parecidas eram da mesma família.
Esse instinto data de quando ainda não havia espelhos disponíveis, e as pessoas podiam “adivinhar” como eram olhando para seus parentes.
O estudo também descobriu que nos sentimos mais próximos de pessoas realmente parecidas conosco, que não tenham nenhum parentesco comprovado, do que com nossos próprios familiares.
Os pesquisadores chegaram a essas conclusões depois de estudar 70 adultos que possuem gêmeos idênticos. Nesses casos, apesar de terem, basicamente, a mesma carga genética, os irmãos cresceram e se tornaram diferentes.
Fotos foram manipuladas para que os rostos do voluntário ou de seu irmão tivessem suas características aplicadas em um modelo – as imagens, que seriam apresentadas à pessoa depois, a lembrariam de si mesma ou de seu irmão.
Então o voluntário tinha que responder qual das duas pessoas apresentadas nas fotos ele preferiria salvar (a foto que tinha as suas características próprias ou a de seu gêmeo?).
Em dois terços dos casos, o voluntário escolhia a pessoa mais parecida com si mesmo.
“Nosso trabalho mostra que preferimos, socialmente, um estranho que pareça conosco do que com qualquer outra pessoa – mesmo um irmão gêmeo que, teoricamente, tem a mesma carga genética” esclarece Paola Bressan, líder dos estudos, da Universidade de Padova, na Itália. [Telegraph]
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